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Conhece-te a ti mesmo

Atualizado: 14 de jul. de 2020





Eu me conheço?


O que você pensa sobre essa pergunta? Parece muito simples de responder, não é mesmo?


Talvez pudéssemos pensar: “Claro que sim! Como poderia ser diferente?”

Acontece que muitas vezes estamos tão “acostumados” com a vida que levamos, com os problemas que enfrentamos, com as saídas que costumamos encontrar nos momentos de aflição, que não paramos para pensar que tudo poderia ser diferente!


É isso mesmo!


E será que o mundo à nossa volta vai mudar para que percebamos as coisas de uma forma diferente? Certamente isso não vai acontecer.


O que tratamos aqui é apenas um olhar sobre o que muitas vezes não conseguimos mudar ou evoluir e que poderemos transcender por meio do autoconhecimento.


Algumas vezes “deixamos a vida nos levar” e não nos conscientizamos da propriedade e responsabilidade que temos sobre as possibilidades das mudanças em nós mesmos e na nossa vida, independente do que acontece no mundo externo. As crises pelas quais passamos, compõem um acervo incrível de oportunidades de desenvolvimento!


Ao se abrir o portal das novas possibilidades, é possível que consigamos nos olharmos de maneira mais genuína e então... nos encontraremos conosco mesmos!


Ali está um ser repleto de luz, talentos, qualidades... elementos que podem tersido recebidos por herança genética, como dom ou podem ter sido construídos no caminhar pela vida. O que importa, é que estão em nós, disponíveis para serem aplicados; às vezes nem tanto... por não estarmos conscientes deles. Mas é nossa responsabilidade buscar conhecer o que nos pertence e desenvolver esses dons para serem colocados à disposição das necessidades do mundo!


À medida que podemos ser corajosos em olharmos para nós mesmos e enxergarmos os nossos pontos fortes e os nossos aspectos de desenvolvimento, sem tentar excluí-los, algo de novo pode ser transformado em nós!

Normalmente recebemos um “kit completo”, isto é, junto com a luz, sempre acompanha a sombra. Esse último é um elemento, um aspecto que sentimos que também reside em nós, faz parte do nosso ser e nos completa. Ela (a sombra) nos propicia um mergulho no nosso ser, uma contração e no centro disso, encontraremos o outro elemento que buscamos, a luz! À medida que podemos ser corajosos em olharmos para nós mesmos e enxergarmos os nossos pontos fortes e os nossos aspectos de desenvolvimento, sem tentar excluí-los, algo de novo pode ser transformado em nós! Num movimento de integrar as sombras ao nosso ser e compreender a serviço de que esse aspecto existe, então poderemos redimí-lo e ele terá uma ação diferente em nossa biografia. Por exemplo, uma pessoa pode conseguir olhar suas virtudes e aproveitá-las de ótima maneira por meio de sua força, determinação e coragem. Algumas vezes, essa mesma pessoa pode não perceber que tudo isso carrega consigo uma “sombra” chamada “arrogância”, que quando não percebida, não pode ser “cuidada”. No entanto, quando a pessoa reconhece essa sombra, pode integrá-la de tal forma que perceba que tal aspecto de seu ser, possa ser um dos impulsionadores dos aspectos positivos como citados acima (força, determinação e coragem). Então, por meio da consciência e força da vontade, a sombra pode não agir mais como um aspecto negativo. Ela pode ser devidamente integrada ao ser e à sua missão de vida, sendo transformada em “humildade” na forma de colocar a luz (força, determinação e coragem) no mundo.


No entanto, se não estivermos atentos para esses aspectos de luz e sombra que vivemem nós como humanos, poderemos ser guiados por um ou outro cegamente, o que não costuma trazer benefícios às pessoas. Acima mencionamos um aspecto de desenvolvimento sendo integrado e transformado no ser humano. Agora podemos refletir a respeito de um ser muito talentoso, mas não consciente do seu potencial.


Nesse exemplo é possível que encontremos pessoas que por não se darem conta da própria luz e do brilho que possuem, acabam por atribuir o sucesso, o insucesso, as oportunidades de mudanças, as transformações almejadas... enfim, tudo vindo do mundo externo, na esperança de alcançar a tão sonhada felicidade! E assim, não percebem que podem ser protagonistas da própria história. Não consideram que a mudança ocorrerá de dentro para fora, a partir do “Conhece-te a ti mesmo”.


Num processo de autoconhecimento, tomamos decisões e ações conscientes das forças que atuam em nós! Assim é possível que ao depararmo-nos com um aspecto muito iluminado em nosso ser, possamos usá-lo em benefício próprio e também do outro!


Da mesma forma, ao depararmo-nos com um aspecto de desenvolvimento, uma sombra, possamos identificá-la e então perguntar-nos “a serviço de que ela se coloca”. E então, de maneira consciente, torna-se possível lidar com ela utilizando a nossa luz interior e assim, encontrar um novo caminho para seguir em frente.


As dores vão sendo “guardadas” e isso demanda muita energia! Pode levar a uma cegueira existencial.

Esse processo não é tão simples! O que não enxergamos em nós pode ser consequência de muitos aspectos vivenciados que precisaram em algum momento, serem sublimados. Assim, para o nosso bem e para nos ajudar, funcionam os mecanismos de defesa de nossa psique, impedindo o contato com uma dor que poderia ser insuportável naquele momento. Só que essa ajuda que poderia ser momentânea, com o tempo pode impedir o desenvolvimento no sentido mais amplo. As dores vão sendo “guardadas” e isso demanda muita energia! Pode levar a uma cegueira existencial.


Num processo de autoconhecimento, é possível mergulhar no mais profundo de nosso ser e aproveitar todo o potencial que temos e “tratar” dos aspectos de melhorias de maneira cuidadosa, respeitosa, carinhosa, integrando-os ao nosso ser e muitas vezes transformando-os ou metamorfoseando-os em novos elementos, contributivos ao nosso desenvolvimento. Essa mudança, transformação ou transmutação é um processo interno, que mexe com a nossa alma e nos coloca a caminho de conquistar aquilo que viemos “ser” nesse mundo, assumindo a grandiosidade de nosso espírito. Com o autoconhecimento podemos chegar à nossa melhor versão de nós mesmos! Experimente! Vale a pena!


 

Pollyana Gaspar

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