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Como seria olhar para o outro com os olhos do outro?

Atualizado: 15 de jul. de 2020



Falamos numa edição anterior sobre o desafio do "autoconhecimento" no artigo Conhece-te a ti mesmo. Muitas vezes trilhamos uma longa jornada para podermos afirmar que realmente nos autoconhecemos!


Não obstante a isso, precisamos considerar que como seres humanos, somos sociáveis e precisamos do outro para viver ou até podemos ousar dizer... para sobreviver! Há um estudo que diz que o homem é o único ser vivo que se não for cuidado por outro ao nascer, virá a padecer e morrer. Esse fato mostra a importância do social na vida e no desenvolvimento de cada um de nós nesse planeta.


No entanto, apesar da necessidade e co-dependência entre os seres humanos, há um desafio para expressar claramente o que se deseja. A comunicação então passa a ser uma necessidade e um desafio!


... cada pessoa é única e traz consigo um mundo interno rico e totalmente diferenciado de qualquer outro ser humano.

Podemos observar que as pessoas possuem características que são comuns a todo ser humano. Apesar disso, cada pessoa é única e traz consigo um mundo interno rico e totalmente diferenciado de qualquer outro ser humano. Por isso, quando uma pessoa fala, se comunica, ela tenta expressar algo que vive no interior dela de forma única e por isso percebemos o quão difícil é entender o outro. Puxa... talvez isso não seja nada fácil de se compreender!


O lado bom, é que existem aspectos no ser humano que são “arquetípicos”, isto é, são padrões que de certo modo, são encontrados nas pessoas.

Como humanos, podemos dizer que somos constituídos de um corpo físico com cabeça, tronco e membros; assim como temos um sistema vital composto por órgãos internos que nos mantém vivos como por exemplo o sistema respiratório, circulatório, glandulares. E por aí vai... Há muitos aspectos que são semelhantes em qualquer ser humano, embora cada pessoa seja única.


Ao observar alguns desses aspectos que se “assemelham”, estudos oriundos desde a Grécia antiga, da época de Hipócrates (século IV a.C.), pai da medicina, descobriu que os humores das pessoas tinham relação com os elementos primários do universo: água, terra, fogo e ar, que por sua vez se relacionavam com fluidos corporais: sangue, fleuma, bili branca e bili negra. Mais tarde, outros estudiosos como Carl Gustav Jung (★ 26/07/1875 – ✞ 06/06/1961), psiquiatra suíço, desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida, arquétipos, o conceito de inconsciente coletivo e os tipos psicológicos: colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico. À luz da antroposofia de Rudolf Steiner, esses tipos representam os temperamentos, ligados ao nosso corpo vital, e são desenvolvidos no período dos 7 aos 14 anos e vão permeando desde então, toda nossa existência.


Veja a relação entre eles:



Quando uma pessoa passa pelo processo de autoconhecimento é possível ter a clareza da força do temperamento que a influencia. Nesse caminho, é provável que ela possa reconhecer aspectos que sejam diferentes do seu temperamento e perfil, mas com os quais se faz necessário interagir por meio das relações interpessoais.


Se trabalharmos o reconhecimento desses temperamentos num grupo, as pessoas poderão ampliar a sua percepção a respeito do jeito de ser e agir de si próprias e dos colegas. Então torna-se possível um processo de empatia, onde ao colocar-nos no lugar do outro, se alcança uma visão aprofundada das necessidades desse ser com o qual interagimos e um processo de doação, de escuta e compreensão pode mudar a forma de comunicação e relacionamento.


Essa qualidade, de observar o outro e suas necessidades, oportunizam uma escuta mais apurada e uma relação centrada no outro, o que reverbera no time em uma atuação mais cooperativa e complementar.

Obviamente, o entendimento do perfil ou temperamento do outro não é o único fator influenciador de uma comunicação clara e assertiva. Outros componentes imperam no contexto. Mas pela experiência, podemos afirmar que a capacidade de uma pessoa em perceber o temperamento ou perfil de outra pessoa, amplia a possibilidade de uma conversa focada no outro, buscando compreender as necessidades da pessoa, acentuada por cada perfil pessoal, com a qual está sendo estabelecida uma relação, chegando a resultados surpreendentes! Essa qualidade, de observar o outro e suas necessidades, oportunizam uma escuta mais apurada e uma relação centrada no outro, o que reverbera no time em uma atuação mais cooperativa e complementar.


Isso pode significar que por meio de um processo de comunicação que observa aspectos sutis do humano é possível chegar a resultados incríveis. Acreditamos que ao investir no autoconhecimento e na compreensão do outro, pode-se lapidar a nossa comunicação, a cooperação para o alcance de objetivos excepcionais, em time!


 

Pollyana Gaspar


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